As festividades alusivas ao padroeiro do distrito de Adrianópolis, São Sebastião, é de grande importância para o povo daquela região ao ponto de ultrapassar fronteiras. Eu na companhia dos amigos participei da beleza da festa de Adrianópolis e poderia escrever vastas linha sobre, mas nada comparado à crônica de Anderson Alves do Nascimento, publicada no blog Timonha Nóticia e que transcrevo abaixo:
“Os fogos da meia-noite indicam um novo ano começando, dando seus primeiros passos. Mas começo de ano também é uma preparação para milhares de pessoas que passam o ano inteiro esperando para voltar para sua terra natal, além das férias é o momento de retornar a terra onde São Sebastião se faz Padroeiro e há muitos anos encanta como um dos festejos mais belos da região.
Adrianópolis, distrito de Granja no Ceará, ganha toda uma cor especial, o vermelho que marca as festas natalinas continua por todo período festivo que celebra São Sebastião. Uma onda vermelha toma conta do distrito e colore todas as noites as novenas e os leilões em homenagem ao Santo.
Janeiro é um mês bem especial e repleto de emoções. Os filhos da terra voltam ao seio familiar para reencontrar parentes e amigos e agradecer a São Sebastião por mais um ano de sucesso e realizações nas grandes capitais e por permitir que pudesse está ali naquele momento agradecendo. Uma festa família que cativa pela singeleza e a particularidade de cada visitante.
O distrito é que faz a abertura das festividades religiosas no município, logo no primeiro mês do ano temos ruas tomadas por barracas que vendem desde roupas a famosa fruta da estação: a jaca, fruta que acaba virando doce nas mãos das prendadas donas de casa. Sorvetes, terços, fitas, lembrancinhas, panelas e pratos de barro e alumínio, não têm desculpa de não levar uma lembrancinha pra casa.
A praça tomada por barracas ainda conserva o olhar admirado dos moradores mediante toda essa animação, mas nada substitui o bom papo que tem como tema a chegada de um ou a partida de outro. A criançada tem diversão garantida como os famosos “pula-pula” e “escorregas”, aqueles brinquedos infláveis e que tem sua origem das grandes festas urbanas, fora a pipoca quentinha e aquele algodão doce que serve para entreter enquanto os pais esperam pelo término da novena.
Se durante o dia a diversão é sair pelas ruas, conferir as barracas e visitar os amigos que já estão pela terrinha, de noite as festas dançantes dão o tom da diversão. Com um grande público jovem, o distrito leva bandas regionais de grande porte para incrementar as noites festivas. Se antes o forró dominava agora ele já conta com a influência dos Dj’s, que mesmo em localidades mais remotas não deixam de conquistar fãs, a música eletrônica cada vez mais presente na hora da diversão.
Os bares são palcos de reencontros, de momentos de comemoração e daquela conversa para saber o que rolou na noite passada. As calçadas servem de vitrine para as surpresas que cada noite reserva, sem falar numa forma de acompanhar o andamento da festa de uma forma mais recatada, mas não menos presente.
O Hasteamento da bandeira significa que durante dez dias grandes celebrações acontecerão, serão momentos de muito louvor, de reencontros, agradecimentos e bênçãos. Momentos, de em família, agradecer por mais um festejo e rezar por aqueles que não puderam está participando, mas que mesmo distantes estão conectadas em pensamentos e orações.
Adrianópolis encanta por sua singeleza, carisma e sua cultura forte e apaixonante. Sua culinária regional única dá um sabor especial para esses momentos e seus atrativos naturais dão um banho nas sensações e no contato com a natureza.
Esse pedaço de paraíso é parte do universo que chamo de minha vida e a Fé em São Sebastião me faz forte, mas antes de tudo me faz um Adrianopolisense de corpo, alma e coração. Que Ele proteja nosso distrito e abençoe mais esse festejo, que todos renovem seus sonhos, sua fé e possam retornar para suas cidades mais realizados e que finquem cada vez mais suas raízes na terra onde a felicidade é constante e o amor jorra no seio de suas águas onde só basta provar para sempre retornar ao famoso Tabuleirinho.”
Artigos relacionados:






